30.9.09

pensamentos vagos

olhares, um dia chuvoso, chuva fina, suave, quase véu,
um instante, brilho nos olhares, sente-se um calafrio,
uma revoada de pássaros sai voando, levando o pensamento,
voando em curvas, dançando com a sintonia do vento,
ao redor tudo parece mais extasiante, mais singular, menos breu!
chuva mansa, chuva que marcará para sempre uma primavera tão incomum,
gosto especialmente das florês,
porém, levar a lembrança da chuva é paradoxal.
sem o fervor de uma paixão,
é um desejo incomparável, sem denominações,
como se as palavras fossem inúteis, e as frases incompletas,
no calar da noite passar do ser que sonha a ser sonhado,
levar-se no vácuo do pensamento,
encontrar todos os desejos mais secretos,
na roda de pensamentos vagos.

(horetoyama/ sol/ itãu küsügü)

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